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“Deus me chamou para ser padre”, conheça a vida e vocação de Padre Cláudio

Padre Cláudio Santana: Vigário Paroquial de Dom Expedito Lopes


De camisa polo, sandália e com um belo sorriso, o padre Cláudio Santana da cidade de Paulistana, deu uma entrevista sobre sua história de vida e dificuldades até ser ordenado. Falou sobre a comunidade que está atualmente exercendo o sacerdócio, Dom Expedito Lopes e de como se sente feliz por ser Padre. Relatou ainda como foi difícil abrir mão da família, mas era um chamado de Deus. Ele disse: ” Deus me chamou para ser padre, somente padre, então serei padre, somente padre
1- Como o senhor descobriu a vocação para ser padre?
R= A palavra vocação vem do latim, que quer dizer vocari, chamado, um chamado que vem de Deus. Eu venho de uma família que tem o seio católico muito forte que sempre tivemos o costume de irmos à missa, meus pais sempre foram engajados nas pastorais, em todos os movimentos da minha paróquia em Paulistana, e desde muito cedo eu já me engajei nos serviços na igreja. Desde seis anos de idade eu começai a participar da infância e adolescência missionária, que era um grande grupo de missionários mirim, depois com sete anos entrei na catequese, e depois entrei no grupo de crisma. Sempre tive uma vida muito atuante na igreja, junto a isso, eu não lembro a primeira vez que eu disse que queria ser padre, pelo fato de ter dito muito cedo. Isso sempre foi crescendo no meu coração, e também junto com o apoio da minha família. Isso foi algo que teve sempre presente na minha caminhada, então a minha vocação, nasceu muito cedo. Muito criança eu sempre dizia para minha mãe, quando a gente ia para à missa aos domingos, que quando eu crescesse ia ser padre. Então acredito eu, que minha vocação nasceu no seio da minha mãe.
2- Como foi sua vivência no seminário? E quais as maiores dificuldades que o senhor enfrentou na ida para lá?
R= Eu passei 9 anos no seminário, no início eu não posso dizer que tive dificuldades, porque lá eu era muito feliz, vi lá um período necessário para que eu pudesse chegar aquele sonho, que era minha vocação de ser padre. No início do seminário o que mais mexeu comigo, foi a quebra da família, foi um pouco difícil, porque eu era um filho muito caseiro, minha rotina era: igreja, escola, casa. Então esse primeiro momento, não posso dizer que doloroso, mas um momento que necessitou de mim, mais oração, porque vinha a saudade da família e dos amigos. Então isso foi um pouco difícil, mas no decorrer da caminhada, fui percebendo que isso foi ficando um pouco mais leve. Mas posso dizer que o mais difícil foi o desligamento da família.
3- Foi muito criticado quando entrou para igreja?
R= Não, até que criticado eu nunca fui não. Existiam e existem aquelas pessoas que têm aquele pensamento capitalista, ah porque vai ser padre, porque não vai fazer outra profissão, uma que dê dinheiro. Têm pessoas que infelizmente são desse jeito. Mas eu sempre assumi aquilo que eu seria mais feliz, então meu propósito de vida era ser padre. Então as críticas eu nunca observei para isso.
4- Um padre de uma diocese pode transferir-se para outra unicamente por vontade própria?
R= Na igreja existe todo um processo, em uma diocese nós somos ligados diretamente ao nosso bispo diocesano, somos um clero e somos incardinados naquele clero. Se acontecer a necessidade de uma transferência para outra diocese é um processo da igreja, primeiramente de diálogo, entre o Bispo de uma diocese e o Bispo da outra diocese e deve-se apresentar os motivos pela transferência. Mas para que tudo isso aconteça, tem uma burocracia canônica. Nós temos um código de direito canônico, que é nosso, e existem algumas coisas que devem ser obedecidas dentro do próprio direito. Então eu não posso dizer por vontade própria, mas diálogo.
5- Quais os desafios que o senhor enfrenta no dia-a-dia por ser padre?
R= Eu não digo desafios, mas nós somos mensageiros do amor de Deus. E anunciar o evangélio, ele requer de nós, primeiramente um testemunho de vida, e também fazer com que as pessoas se abram para Deus. Infelizmente encontramos pessoas com o coração fechado, que não querem ouvir a mensagem de Deus. Então a nossa missão é levar essa mensagem de amor a tantas pessoas, É fazer com que as pessoas se abram para o projeto de Deus, e fazer com que as pessoas sintam a presença de Deus. Então essa é a nossa missão. Vamos encontrar inúmeros fatores para que seja um desafio, mas somos enviados e quando somos enviados Deus nos capacita para essa missão. Então os desafios acabam, quando temos Deus e a boa vontade de anunciar.
6- Qual o seu sentimento após o término de cada Missa?
R= É um sentimento de amor e missão cumprida, e ao mesmo tempo um sentimento de muita responsabilidade, de perceber que através da Eucaristia muitas pessoas se sentirem amadas e tocadas por Deus, e que eu fui instrumento disso na vida das pessoas. Então terminando uma Missa, é um sentimento de ação de graça, e de ter feito com que Deus se revelasse, se manifestasse a tantas pessoas que vieram a igreja, sedentos de amor, de misericórdia e sedentos de tudo aquilo que possa trazer a felicidade.
7- Nesse curto período aqui conosco, o que mais o impressionou em nossa comunidade?
R= Eu cheguei em Dom Expedito, no dia primeiro de Agosto, e desde então muito tem me encantado aqui nessa comunidade. Primeiramente a acolhida das pessoas, a acolhida que eu recebi aqui no dia que cheguei, ela não acabou, ela só se perpetua a cada momento. Depois um povo feliz em servir, aqui em Dom Expedito, as pessoas se sentem bem em estar servindo a igreja, e isso para o sacerdote é muito gratificante. E outro ponto entre milhares, porque se eu fosse qualificar os pontos positivos de estar aqui, eu passaria tardes e tardes, é a alegria em se doar, o povo daqui é um povo alegre pelo fato de se doar a igreja. Então aqui é a comunidade de amore de pessoas boas, e uma comunidade que as pessoas fazem o padre ser feliz. Então tem me edificado muito. Ser padre em Dom Expedito é muito bom.
8- O senhor se sente satisfeito em ser sacerdócio?
R= Sim, muito satisfeito, como eu já falei nas perguntas anteriores, desde de criança tinha desejo de ser padre. Fiz todo o processo de formação, o processo inicial que chama propedêutico, depois fiz três anos de filosofia, fiz 4 anos de teologia e fiz os estágios, 6 meses de diácono e fui ordenado. Posso dizer que foi um processo muito longo, e hoje eu sou tão feliz, por aquilo que Deus me concedeu, que se fosse necessário que eu fizesse todo o processo novamente, eu faria de novo, só para ser padre. Eu sempre digo assim nas minhas orações: Deus me chamou para ser padre, somente padre, então serei padre, somente padre, isso é o que me alegra. Eu tenho minhas limitações, mas Deus olhou para mim com olhos de misericórdia, então hoje sou muito feliz.
Por: Iranete Dantas Aluna de jornalismo da faculdade R.sá

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