Home / Destaque / Por amor e tradição à Junina Verde e Amarelo, Raniely Dayse é quadrilheira há 23 anos

Por amor e tradição à Junina Verde e Amarelo, Raniely Dayse é quadrilheira há 23 anos

Raniely Dayse Apolônio dos Santos de 29 anos, profissional de educação física, diz ser quadrilheira desde os seis anos de idade, ela conta que tudo começou no bairro Paroquial na cidade de Picos-Piauí e que suas primeiras experiências foram quando sua mãe a levou para os ensaios do grupo das crianças junto com o seu irmão. Nas suas memórias mais antigas envolvendo a Junina Verde e Amarelo, a picoense relata que o grupo de quadrilha já foi uma escola de samba, um arraiá tradicional e só depois de estilizada ganhou o nome de Junina Verde e Amarelo.

FOTO: PIAUÍ 24 HS

As suas primeiras lembranças apresentando-se com o grupo, quando ficou dos seis aos 12 anos de idade na quadrilha infantil, envolvem  principalmente as tradicionais quadrilhas de bairro, como era comum ver a partir do mês de maio. Outro fato muito corriqueiro eram os vários convites recebidos de comunidades ruais e municípios vizinhos, para que os grupos fosse se apresentar nas aberturas das grandes festas juninas.

Levando em consideração toda a sua experiência, em momentos de competições e tempos de ensaios, o que ela mais tenta repassar para novos integrantes, é com certeza o compromisso e a responsabilidade. Por ser uma atividade que exige meses de preparação, é muito importante ser feita com vontade, o fato de doar-se ao grupo e deixar transparecer todo o amor e a paixão pela atividade.

Raniely contou que aos 12 anos de idade, saindo do grupo infantil e entrando para o grupo mais avançado, foi quando iniciaram as competições, relembrou a diversidade de grupos de quadrilha de Picos e que era muito comum a rivalidade entre as equipes que normalmente eram separadas por bairros da cidade.

Desde então, com o passar dos anos a quadrilha esteve presente na vida da Raniely, com o tempo ela decidiu que levaria isso para sua vida, até quando esta paixão se tornou uma rotina anual. Algo que já estava em expectativa todos os anos, aguardando ansiosamente o mês de maio para o início dos ensaios.

FOTO: CIDADES NA NET

Em uma pergunta simples e direta, com a curiosidade de saber o que a Junina Verde e Amarelo representa para Raniely, ela respondeu francamente:

“É minha vida, aquilo que me traz alegria, paz, que me faz feliz. A dança que me move. Então quadrilha para mim é minha paixão, faz parte da minha vida, as pessoas que me conhecem já relacionam a Junina comigo.”

Ainda assim, ela não contou que em nenhum momento se afastou do grupo, mesmo com responsabilidades pessoais, problemas do dia a dia, a educadora física relatou que algumas vezes os ensaios e apresentações serviram para lhe acalmar, como por exemplo, a vez que foi para os ensaios nas vésperas de apresentação do seu TCC.

E quando se fala na Junina Verde e Amarelo, as lembranças mais emotivas, e mais recentes que vêm na memória da Raniely são duas grandes perdas, e o momento desafiador que passou nos anos de 2018 e 2019. Sendo eles a perda da presidente e “enfrentante”  do grupo, Evangelina, conhecida por Tia Vanja, e a perda do grande apoiador do grupo o Sávio Barão, que faleceu recentemente após sofrer um choque elétrico doméstico.

“O ano de 2018 e 2019, pois 2018 foi um ano desafiador, foi um ano que a gente passou por muitas provações, o ano que a gente confeccionou nosso próprio figurino e no final de tudo, finalizando nosso ano, ainda perdemos nossa presidente a nossa ”enfrentante”, nossa sonhadora que sonhava com a gente.  2019 foi quando a gente teve que se reerguer sem ela e fazer um espetáculo que foi lindo e para ela, pois a gente contou sua história. Ainda mais recente foi a perda do nosso amigo e apoiador Sávio Barão, pois a Junina  Verde e Amarelo é uma identidade dele também, ele nos ajudava muito e estava sempre presente, até em viagens’’,recorda.

E por falar em perdas e emoções o que se dizer do momento desafiador que já estamos vivenciando há mais de um ano. Sendo ele o início da pandemia e com isso veio à esperança de que seria só um mês, com o passar dos meses ficou apenas a saudade, mais um ano sem a experiência satisfatória de representar a Junina Verde e Amarelo.

FOTO: FACEBOOK

Veja Também

NO MEIO DO CAMINHO TINHA UMA PEDRA

Fonte: Arquivo Pessoal Por Valdo Filho – Acadêmico de Jornalismo da Faculdade R.Sá      Padre ...

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *