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Costureiras buscam alternativas para manter produção em meio à pandemia no Piauí

Por: Jackelany Vasconcelos

Na cidade de Oeiras-Piauí, as costureiras tiveram que buscar maneiras de manter a produção em meio à pandemia do Covid-19. 

O Brasil tem enfrentado uma pandemia causada pela propagação do vírus Covid-19, por esta razão, o Governo Federal decretou que houvesse o fechamento do comércio e que as pessoas aderissem ao isolamento social em todas as regiões do país. Com isso, muitos profissionais tiveram que se adaptar ao novo cenário, para que assim pudessem dar continuidade aos trabalhos e evitar uma crise financeira. No município de Oeiras no Piauí, os habitantes passaram a buscar formas de continuar desenvolvendo suas atividades, merecendo destaque as costureiras que começaram a mudar a rotina de produção. 

Devido a disseminação do vírus, além do isolamento social, outras medidas foram adotadas, dentre elas, o uso de máscaras para evitar a contaminação. E a partir disso, as costureiras na cidade de Oeiras notaram uma possibilidade de trabalho com a confecção de máscaras reutilizáveis, visto que as máscaras descartáveis desapareceram do mercado por conta da grande demanda dos profissionais da saúde. 

A costureira Maria das Graças que reside no bairro canela, conta que trabalha com a costura há 57 anos, pois não teve a oportunidade de frequentar uma escola, daí veio a necessidade de trabalhar para ter o sustento da família. Com a pandemia, a profissional conta que passou a confeccionar máscaras para os familiares e nos mostrou o passo a passo no vídeo a seguir. 

   E como está a demanda de costuras? 

Maria das Graças relatou ainda que antes da pandemia, era muito procurada para confeccionar roupas e algumas vezes consertar, mas com o isolamento social, por já ser uma senhora e pertencer ao grupo de risco, as pessoas deixaram de  procurá-la. “ A maioria era fazer roupa, mas sempre aparecia os consertos. Agora a procura por roupa está difícil, pois eu não posso sair e as pessoas também não podem vir deixar. Sendo assim, tenho que ficar em casa parada, sem fazer nada”, explicou. A alternativa para não ficar ociosa foi a produção de máscaras para sua família, unindo o útil ao trabalho. 

Maria das Graças, costureira há 57 anos/ Fonte: Arquivo pessoal.

  Já a costureira Maria Amélia Vieira que também reside em Oeiras e trabalha com a costura há 30 anos, comentou que a procura maior pelo seu trabalho era quando na cidade havia grandes eventos como Expoeiras e datas festivas como carnaval, semana santa, festas juninas e natal. Porém, com o isolamento social a procura diminuiu e para não ficar parada resolveu confeccionar máscaras reutilizáveis.  “O que mais estou fazendo são máscaras, pois estou fornecendo para uma farmácia”, explica. 

Maria Amélia, costureira e reside em Oeiras/ Fonte: Arquivo pessoal.

A costura sempre esteve presente em nossas vidas, pois usufruímos dela diariamente quando utilizamos nossas vestimentas que são decorrentes desse processo. Mas será que os profissionais que trabalham no processo de confecção de roupas são valorizados como deveriam?  

 Maria das Graças conta que considera sua profissão importante, pois ser costureira é um desafio muito grande. E ainda explica que sua profissão é valorizada pelas outras pessoas, uma vez que muitos optam pela roupa feita por ela. “Tem muitas roupas nas lojas, mas as pessoas me procuram muito para eu fazer”, afirmou. 

Já Maria Amélia Vieira contou que desde os nove anos de idade sempre teve o dom para a costura e ao longo de sua trajetória, um dos seus maiores desafios é encontrar pessoas para ajudá-la e acredita que sua profissão não é muito valorizada. “Eu acho que nem tanto, pois muitas pessoas não querem pagar o valor que merece”, pontuou. 

Para saber mais sobre essa profissão, ouça o podcast a seguir. 

Fonte do texto do podcast: ART COR Brasil

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